Adeus, nana.
- Lia Catarina Pessoa
- há 2 dias
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Atualizado: há 2 dias

Não consegui amamentar a tua irmã.
Tinha muito leite mas ela não conseguia agarrar e infelizmente, não tive ajuda no processo. Mexeu muito comigo na altura. Não, nunca me senti menos mãe por isso mas ficou a faltar-me a experiência.
Quando engravidei de ti, pensei que desta vez, queria ter tudo. Viver tudo. Até porque sei, com alguma pena, que és o meu último bebé.
Se esquecermos os três ou quatro primeiros dias de adaptação, a amamentação tornou-se natural como se o fizéssemos há anos. Como se nos tivéssemos encontrado.
Foi calma e conforto. Colo e amor.
Foi o teu único sustento durante os teus primeiros seis meses de vida e sempre que estiveste doente. Brincadeira e riso entre nós dois, sem hora para acontecer.
Foi sono e cheirinho bom.
Mas todos os caminhos... todos.. têm um início, um meio e um fim. E o nosso fim chegou. Guardo com todo o amor as memórias bonitas que ficaram e orgulho-me de ter respeitado o meu tempo e o teu, sem ceder às pressões, comentários, opiniões que nem sempre pedimos ou precisámos. O caminho foi nosso.
E apesar de tudo, meu amor, haverá sempre colo para ti. E calma, e conforto.
E amor.



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